Merengue

Em 1492 Cristóvão Colombo chegava a uma ilha, primeiro pensando ser a Índia, depois a batizando de “La Hispaniola”.

Hoje a tal ilha, que serviu como porta de entrada para a colonização do Caribe, chama-se Republica Dominicana.

Em 1605, a Espanha abandona a parte ocidental da ilha, que é ocupada pelos franceses e rebatizada de Saint Domingue, hoje Haiti.

E foi na Republica Dominicana, que surge ao que tudo indica, esse ritmo que é dos mais importantes da música latina - o merengue.

O nome viria da forma como os Franceses eram chamados pelos Dominicanos – “merenque”

Acredita-se também que o ritmo sofreu influências norte-americanas, já que a ilha foi ocupada militarmente pelos Estados Unidos entre 1916 e 1924.

O merengue originalmente é um ritmo veloz e malicioso.

Diferente da forma como algumas escolas o apresentam, como  sendo apenas um ritmo divertido.

No início, o merengue era considerado um ritmo de gente pobre, mas com o passar do tempo, a velocidade de sua execução e a excitação que isso provocava, acabou fazendo do ritmo, o preferido dos Dominicanos.

Um dos nomes mais importantes e influentes na história do merengue, é Wilfrido Vargas, um dos maiores ídolos locais.

Mas  ninguém vendeu mais discos que o cantor e compositor Juan Luis Guerra. Mais de 15 milhões de cópias por todo o mundo.

O Merengue também é considerado uma música extremamente machista, aliás como toda música afro-caribenha.

Mas, Maridalia Hernandez e Milly Quezada, reveladas pela banda 440 de Juan Luis Guerra, tornaram-se sucesso no gênero.

Milly Quezada foi a primeira mulher a cantar merengue profissionalmente.

Outros nomes importantes são Quezada, ex-líder do grupo Los Vecinos, Cuatro Cuarenta, The New York Band e Las Chicas Del Can.

 

Fonte: adaptação feita a partir de informações colhidas do Almanaque do Caribe (coleção “Música de Verão”), Editora desconhecida